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17/02/2026

BOM DIA
Em 1983, o Rio decidiu que o desfile das escolas de samba precisava de uma casa definitiva — e nasceu o Sambódromo, projetado por Oscar Niemeyer para ser palco do Carnaval e complexo educacional ao longo do ano.
Quatro décadas depois, a Sapucaí tornou-se território de marcas. Entre os 18 camarotes, o Camarote Nº1 se consolidou como pioneiro e transformou uma noite de festa em plataforma de negócios: atualmente movimenta R$ 80 milhões por ano. O espaço virou marca e até ganhou doc series — assista aqui.
No fim, o que está à venda não é só open bar ou presenças de figuras internacionais. É pertencimento. Na Sapucaí, experiência não tem teto de preço — porque valor não se compara, se constrói. Contamos mais detalhes aqui.
Para hoje… OpenAI vs. Anthropic: a batalha de bilhões; Rio Open vira disputa de branding; Apple entra na disputa pelos podcasts em vídeo; Um dos conselhos mais valiosos do cofundador do Airbnb; e mais.
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QUICK TAKES
👀 PARA LER: Uma análise aprofundada das melhores práticas de marketing de marcas de bebidas alcoólicas
🔍 PARA DESCOBRIR: Como será o primeiro resort no mundo 100% dedicado ao whisky
😲 PARA SE IMPRESSIONAR: Ator cria perfil “sósia”, viraliza… e depois revelou que era o próprio personagem do seu novo filme
🖥️ PARA ASSISTIR: A entrevista que o diretor de marketing da sua empresa está escutando
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A batalha mais cara da tecnologia está esquentando
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De um lado, a OpenAI. Do outro, a Anthropic. Tudo começou no âmbito tecnológico: quem teria o modelo de inteligência artificial mais rápido — e isso não mudou.
Na semana passada, a Anthropic levantou US$ 30 bilhões em uma nova rodada — a segunda maior privada da história do setor tech — elevando seu valor de mercado para US$ 380 bilhões.
Fundada por ex-executivos da OpenAI, a empresa praticamente dobrou de tamanho em menos de um ano e se firmou como principal rival da dona do ChatGPT na corrida pela liderança em AI. Os números não mentem:
A receita anualizada saltou de US$ 10 bilhões para US$ 14 bilhões, com o mercado corporativo respondendo por 80% do faturamento.
Hoje, 20% das empresas americanas utilizam sua ferramenta Claude Code — alta de 400% em um ano.
A “resposta” da rival veio no domingo de Carnaval ao anunciar que Peter Steinberger juntou-se à OpenAI.
Para quem não o conhece, ele criou o OpenClaw, que viralizou recentemente com a promessa de ser a “AI que realmente faz coisas", seja gerenciando a agenda, reservando voos ou até mesmo participando de uma rede social cheia de outros assistentes de AI.
No entanto, a tensão saiu dos bastidores tech

(Imagem: PCMag | OpenAI)
Tudo começou quando a OpenAI anunciou planos de incluir anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos nos EUA. A CFO Sarah Friar afirmou que os ads não influenciariam respostas nem envolveriam venda de dados. Ainda assim, a decisão marcou uma mudança relevante no modelo de negócios.
A resposta da Anthropic veio em horário nobre: milhões investidos em comerciais no Super Bowl reforçando que o Claude permaneceria livre de anúncios — veja aqui.
Sam Altman sentiu e rebateu nas redes, chamando a campanha de enganosa e classificando a rival como cara e elitista. O tom deixou claro: a competição é tudo, menos amigável.
O pano de fundo é ainda maior
A OpenAI enfrenta compromissos estimados em US$ 1,4 trilhão em infraestrutura e negocia rodada que pode avaliá-la em US$ 800 bilhões. A Anthropic, por sua vez, aposta em crescimento de receita e contratos enterprise.
🔔 O próximo capítulo deve acontecer em Wall Street. Ambas são candidatas a IPO já em 2026, em estreias que prometem repetir a tensão vista entre Uber e Lyft em 2019: quem vai primeiro? Quem define o benchmark? Quem sustenta o valuation?
O que está em jogo não é apenas quem tem o melhor modelo, mas quem consegue contar melhor a própria história — e convencer o mercado de que bilhões queimados hoje podem valer trilhões amanhã.
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Rio Open virou passarela corporativa
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Como se não bastassem os blocos de rua e os desfiles na Marquês de Sapucaí, outro evento carioca estará “roubando” a atenção durante o Carnaval: o Rio Open.
A edição de 2026 do maior torneio de tênis da América do Sul chega com recorde de patrocinadores (44) e ingressos esgotados desde novembro. A expectativa é movimentar mais de R$ 200 milhões no Rio de Janeiro.
Ao longo dos anos, o evento transformou-se em plataforma estratégica para marcas, combinando esporte, lifestyle e entretenimento em um só espaço.
O Leblon Boulevard, com 10 mil m², concentra ativações interativas e experiências gastronômicas, reunindo o público com as marcas de forma direta e qualificada.
A transmissão internacional para mais de 140 países amplia o alcance do evento, tornando cada estande uma vitrine global.
A Claro, presente desde a primeira edição, permanece como principal patrocinadora do torneio, enquanto a grande novidade é a XP. Entre outros nomes importantes estão Rolex, Engie Brasil e Shell Brasil.
A cereja do bolo é João Fonseca, que, embora tenha tido um começo turbulento em 2026, é esperança de título em casa — e funciona como motor de engajamento, atraindo atenção da mídia e conectando público e patrocinadores. (Aprofunde)
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Apple entra na disputa pelos podcasts em vídeo
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A empresa da maçã anunciou que trará uma experiência de podcasts em vídeo ao Apple Podcasts ainda neste primeiro semestre, alinhando-se a concorrentes como YouTube, Spotify e Netflix.
O que mudará: usuários poderão alternar entre assistir e ouvir no mesmo feed, minimizar o vídeo, deixando-o visível enquanto usam outros apps, e baixar episódios em vídeo para visualização offline.
Além disso, o streaming adaptativo via HLS permitirá a inserção dinâmica de anúncios em vídeo, com criadores podendo monetizar conteúdo sem custos de distribuição.
The Big Picture. Cerca de 37% das pessoas nos EUA com mais de 12 anos assistem podcasts em vídeo mensalmente, e a Apple busca consolidar o Apple Podcasts como plataforma estratégica de conteúdo, aproveitando também recursos de inteligência artificial, como a recente aquisição da startup Q.ai. (Aprofunde)
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TOGETHER WITH THE JOBS
A pergunta do milhão 👇
A resposta é simples… Para além dos resultados, cada vez mais, precisamos de people skills: comunicação, liderança, produtividade.
Pensando nisso, o the jobs criou o Copiloto de Carreira – uma plataforma com cases reais de executivos, masterclasses práticas e playbooks objetivos pra aplicar no dia a dia. Mais de 500 profissionais já usam pra decidir melhor e responder a pergunta do milhão da forma correta. Você pode garantir sua vaga aqui.
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GIRO POR OUTROS HIGHLIGHTS
Crescendo em solo internacional. Nubank alcança 5º lugar em saldos de contas poupança na Colômbia
Mais uma que ficou para trás. BYD supera Ford em vendas globais pela primeira vez na história
Hollywood ou novela mexicana? Netflix concede à Warner Bros. Discovery uma prorrogação de 7 dias para reabrir as negociações com a Paramount
Na surdina… SpaceX entra em disputa por contrato militar sigiloso de drones por inteligência artificial
Essencial na mesa do brasileiro. Indústria de biscoitos, massas e pães cresceu 3,2%, alcançando R$ 70,5 bilhões em faturamento
E, por falar em crescimento... E-commerce tem alta de 15% no Brasil e deve chegar a R$ 260 bilhões em 2026
Alívio no campo? BNDES aprova R$ 7,5 bilhões para renegociação de dívidas de produtores rurais
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GRÁFICO DO DIA
![]() | 📉 Automne du siècle. Ou, no bom português, “a queda do século". A exportação de vinhos e destilados na França atingiu o menor volume em 25 anos, com apenas 168 milhões de caixas exportadas ao longo de 2025. Entre os principais motivos está a guerra tarifária dos EUA — que reduziu em 21% as vendas para os americanos, os principais clientes da França. Não bastasse isso, a China, 3º maior mercado das bebidas francesas, também impôs taxas contra os produtos europeus e começou a produzir vinhos de estilo francês localmente, derrubando as vendas em 20%. Leia mais aqui. |
E você, sabe qual é o vinho mais caro da história?Dica: ele foi vendido em 2018 por mais de US$ 550 mil |
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TOGETHER WITH LITTLE BEAN
Com passagens e hotéis até 150% mais caros que na baixa temporada, o chamado preço de conveniência, muita gente trocou o FOMO pelo JOMO (joy of missing out): ficar de fora, evitar o “imposto da euforia” e gastar melhor.
Em vez de experiências inflacionadas, entram prazeres simples e sossegados, como apreciar um café bom de verdade. O Little Bean é naturalmente doce, sem açúcar, feito pra quem valoriza momentos assim. Use o cupom THENEWS aqui e ganhe até 22% OFF + frete grátis. ☕
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ASPAS DO DIA
O que vai durar 100 anos — como na maioria das empresas centenárias — é a cultura.
![]() (Imagem: Yoshiyuki Matsumura | WSJ. Magazine) | Após captar milhões de dólares numa rodada de série C em 2013, Brian Chesky, cofundador do Airbnb, foi questionado sobre qual seria o conselho mais valioso para garantir o sucesso da empresa. Resposta curta e direta: “Don't f*** up the culture.” (“Não f*** com a cultura.”) No mesmo ano, Chesky escreveu uma circular interna sobre o tema, explicando por que a cultura era vital — e como incorporá-la no DNA da companhia. Para a felicidade dos empreendedores, ele publicou o texto no próprio blog em 2014 — uma verdadeira aula que você pode ler aqui. |
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RODAPÉ
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